Afinal, que tipo de mulher eu quero ser?

segunda-feira, março 02, 2015

Um dia desses assisti um vídeo sobre como a mulher é retratada na mídia. Ele foi criado pelas organizações Paz com dignidad e Revista Pueblos, filmado no Brasil com o títlulo "O que a imagem da mulher brasileira na mídia tem a ver com a democracia da comunicação" discutindo os padrões de beleza impostos e destacando que a própria mídia - à que delega quais são esses esteriótipos - também tem o poder de desmistificar esse "padrão".

De alguns anos pra cá houve uma crescente "mobilização" em relação ao feminismo. O que antes era pouco discutido devido - justamente - a não divulgação de notícias (a todo momento) sobre o assunto, hoje está sendo como "um tapa na cara da sociedade", ainda mais no caso das mulheres, de como devemos deixar os esteriótipos de lado e esquecer que mulher não foi feita (só) para cozinhar, lavar e passar.

Um dos exemplos mais fortes, podemos dizer, foi o discurso da Emma Watson na ONU sobre a campanha #HeforShe, aonde ela convoca todas as mulheres a se levantarem e irem atrás do que é delas, principalmente da igualdade de gêneros. Não deixando os homens de lado, ela os aponta como peça importante na campanha anti-sexista.

Para quem ainda não assistiu, o discurso completo com legenda em português está aqui:





Ainda sobre como a mídia nos retrata e como muitas vezes somos influenciadas por ela, escrevi no blog a algumas semanas atrás, um relato de como passei a aceitar o meu corpo e como nos preocupamos com o que os outros acham da gente.

Cresceu em mim uma vontade de saber mais sobre o feminismo, ouvir exemplos reais e ter uma visão mais ampla sobre o assunto. Em uma dessas pesquisas, acabei conhecendo o blog The black Cupcake e, recentemente, a Naomi (dona do blog) fez um post sobre uma escritora nigeriana, Chimamanda Ngozi, que foi para os Estados Unidos estudar, já escreveu cinco livros sendo um deles transformado em filme "Meio Sol Amarelo" (sem previsão para chegar no Brasil), e que além de tudo isso, empodera as outras pessoas com os seus discursos.

Através das suas histórias pessoais ela faz com a gente pense sobre alguns momentos de nossas vidas, faz com que quebramos alguns esteriótipos (olha ele ai de novo) e nos convida a ser feministas.

E é ai que eu me questiono, e te questiono: "Afinal, que tipo de mulher eu (vocês) quero ser?". No momento a única coisa que eu sei, é que quero igualdade em tudo; quero não poder me preocupar com que os outros - principalmente os homens - vão achar quando eu fazer algo, que pra eles, é extraordinário e que duvidavam que eu não seria capaz.

Poder usar uma saia, um salto alto e o meu batom preferido e mesmo assim ser levada a sério, e não ser questionada pelas minhas habilidades. E claro aprender a cada dia novos empoderamentos.

E vocês, que tipo de mulheres querem ser?

Vamos empoderar, vamos deixar de fingir o que não somos, vamos lutar pelos nossos direitos, vamos lutar pelo tratamento igualitário entre os gêneros e o mais importante, vamos lutar para que as crianças, os nossos filhos, cresçam com uma visão ampa sobre as coisas e que eles não se sintam "presos" nos esteriótipos impostos pela sociedade, e nem pela mídia.

Beijos, beijos


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