Consumo e consciência, duas coisas que devem andar juntas

sexta-feira, outubro 23, 2015

Quando você compra uma peça de roupa, você olha na etiqueta aonde que ela foi confeccionada? E o preço que você pagou por ela, achou justo? E o "verdadeiro" preço dessa peça, você sabe qual que é?

O Netflix lançou nesse ano o documentário de moda, The True Cost, que discute o que está por trás das grandes marcas de roupas, nesse caso a sua matéria prima e quem transforma elas no produto que compramos. Se você pensou em costureiras, piloteiras, bordadeiras ou pessoas que trabalham no ramo, sinto lhe informar que você está enganado. Essas mulheres estão longes de ser só costureiras, mas também escravas que trabalham em condições precárias ganhando o mínimo do mínimo e que quando reivindicam os seus direito, acabam apanhando dos seus "donos" e até da polícia. Uma situação triste que infelizmente ainda ocorre em países menos desenvolvidos e, por incrível que pareça, já ocorreram casos até no Brasil.


 Não vou dizer pra vocês que eu sou a pessoa mais consciente desse mundo, mas depois que assisti esse documentário fiquei analisando a minha forma de consumo, como que eu analiso se eu preciso ou não daquela peça, se ela vale aquele valor que eu estou pagando, se mesmo ela sendo barata vai ter uma durabilidade boa e por ai vai. Uma das coisas que fiz logo após assistir The True Cost, foi verificar nas etiquetas das minhas roupas aonde que elas foram fabricadas e, para o meu espanto, a grande maioria delas foram feitas lá fora, se eu tiver 20 peças produzidas no Brasil é muito. Infelizmente essa não é só a realidade do meu guarda-roupa.

Mas então, o que podemos fazer para muda isso? Pra mim, a resposta está em comprar com consciência, olhar nas etiquetas aonde que ela foi fabricada (ok, eu sei que na hora a gente acaba esquecendo desse detalhe, mas não custa nada tentar, nem que você faça isso uma ou duas vezes), analisar se você precisa ou não daquela roupa ou apostar em marcas brasileiras. Pequenas coisas que não vão fazer diferença para o fornecedor, mas sim pra o seu jeito de consumir moda e para o seu bolso.

"Eu não quero que ninguém use uma roupa, que é produzida com o nosso sangue"

E sobre o consumo de moda, analisando a rotatividade de coleções que as fast fashion lançam, elas também são o ponto chave do verdadeiro preço que essas peças são confeccionadas e quem que está por traz delas. Eu adoro comprar em fast fashion, sempre que vou à SP entro em uma para ver as últimas novidades e até indico algumas peças no Instagram do blog. Hoje, depois de assistir ao documentário fiquei me questionando sobre as minhas atitudes. Não vou falar que vou parar de comprar na C&A, Marisa ou Forever 21 porque estaria mentindo, mas vou tentar me policiar quanto ao que compro, analisar não só o fabricante mas também o tecido, preço e costura pra só ai decidir se levo aquela peça ou não.

Hoje já sentimos em maior escala os impactos que a natureza está sofrendo, e não é só por causa do Aquecimento Global, mas vários fatores contribuem para que aja falta de água, aumento das temperaturas, crianças nascendo com problemas mentais ou físicos, pessoas contrariando todo tipo de doença e por ai vai. Devemos deixar de ser um pouco individuais e passar a pensar no coletivo, mesmo que só 1 ou 2 pessoas entre 10 mude o seu hábito de consumo.

{As imagens foram retiradas da internet}
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Beijos, beijos



4 comentários:

  1. Que horror,em pleno século 21 ainda existir trabalho escravo :(
    Há,um tempo atrás conversamos sobre vc resenhar meu livro em seu blog,se estiver interessada por favor responda ao e-mail que lhe mandei hoje.Obrigada:)

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    1. Infelizmente sim e o pior é que todos nós temos uma parcela de culpa nisso. Já respondi o email =D.
      Beijos, Gabi

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  2. A realidade que está por trás das grandes marcas é muito cruel, a maioria tem o trabalho escravo... Vi no vlog da Cinthya Rachel ela dizendo sobre o consumo e se precisamos de tudo o que adquirimos,se usamos realmente... Enfim, é um caso a se pensar e evoluir. Beijos

    http://mundodenati.blogspot.com.br/2015/10/escolhas.html

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    1. Realmente Nati, o consumo se tornou algo que temos que analisar muito antes de "consumir" algo. Mas eu tenho a esperança de que um dia isso vá mudar.

      Beijos, Gabi

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